Feijão com arroz apresenta preço estável
25/04/2017 16:35 em Notícias

Feijão com arroz apresenta preço estável

 
A boa notícia do trimestre para o homem do campo e para o consumidor é que a safra recorde esperada para este ano deve abarrotar os silos e armazéns de todo país. Com isso, a expectativa de especialistas é de que haja redução no preço de produtos na ponta da cadeia. Ou seja, grãos, legumes, verduras, frutas e até carne podem chegar mais baratos à mesa do brasileiro.
 
A seguir, a velha máxima de que se há falta de produtos no mercado aumenta-se o preço final, quando há vegetais a mais o valor tende a cair, o consumidor pode sonhar com preços mais baixos no decorrer do ano.
 
Feijão com arroz  
 
Entre os grãos é esperado barateamento ou, pelo menos, estabilização do preço do feijão, arroz, soja, milho e outros itens. O tomate, que atravessa um período de alta em Minas Gerais em decorrência da procura por compradores de São Paulo, também deve ter o preço reduzido a partir desta semana, quando a safra tem início.
 
No caso do arroz, por exemplo, é esperada uma safra de 11,9 milhões de toneladas. O consumo interno gira em torno de 11,5 milhões de toneladas. Isso significa que vai sobrar arroz. No caso do feijão, a produção é estimada em 3,3 milhões de toneladas, contra igual volume consumido.
 
Milho  
 
A queda no preço do milho, principal insumo da alimentação animal tem impacto direto no valor do ovo, do leite e das carnes em geral, como boi, frango e porco. Conforme especialistas, como o grão faz parte da composição da ração oferecida aos animais, o barateamento do produto é capaz de reduzir os custos do produtor.
 
— Quando você tem boa produção de milho, é assegurado aos produtores de proteína animal custos mais baixos, melhorando a produção e o preço para o consumidor — afirma o superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola da Seapa-MG, João Ricardo Albanez.
 
Batata
 
A batata, outro produto de destaque na mesa do brasileiro e símbolo da inflação em passado recente, também pode ter o preço estabilizado em 2017. Ou seja, sem altas. Segundo a coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), a safra está levemente maior neste ano.
 
Preços
 
O que se via nas gôndolas de lojas de supermercado ontem, eram as diversas promoções, incluindo o feijão com arroz do dia a dia. O consumidor poderia levar o quilo do feijão carioquinha, a partir de R$ 1,99 enquanto o arroz, tipo agulhinha, pacote de cinco quilos saía a R$ 9,80. A batata era comercializada a R$ 2,99 e o tomate estava a R$ 3,99.
 
— A equiparação dos preços, de grãos e legunimosas deve ser a tônica do mercado no decorrer do ano. O que deve oscilar são produtos de época e conforme a safra. No mais devemos ter um ano sem muitos aumentos exagerados – comentou o subgerente de uma loja de supermercados, André de Oliveira.
 
Quem conferia as ofertas no panfleto de promoções era o tratorista José de Oliveira.
 
—Os preços estão voltando a realidade, o que nos anima mais na recuperação financeira de nós, trabalhadores. E pelo que estão dizendo, a economia vai voltar a crescer a partir deste ano. É ver para crer— falou o trabalhador.
 

Fonte: G1 Notícias

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